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Como aplicar um Plano de Emergência à sua escola

O Plano de Emergência é fundamental para diminuir a probabilidade de acidentes em sua escola e ajudar a garantir a segurança dos alunos e colaboradores.

A segurança precisa ser uma preocupação comum a todos os membros da comunidade escolar: docentes, alunos, pais, encarregados de educação e demais funcionários.

Por isso é que toda escola precisa ter o seu próprio Plano de Emergência – um conjunto de medidas de autoproteção abrangentes do ciclo da Defesa Civil que começa desde a prevenção e planejamento até a atuação em caso de emergência.

Elaborar o próprio Plano de Emergência diminui a probabilidade de acidentes e limita  suas conseqüências caso ocorram. Além disso, a medida também cria uma cultura de segurança, interiorizando nos envolvidos procedimentos e comportamentos necessários como medidas de prevenção.

A seguir, você entenderá um pouco mais como funciona um Plano de Emergência e de que forma integrar a temática da segurança ao Projeto Educativo da sua escola. A ideia é sensibilizar a todos os envolvidos, e contribuir para desenvolver um comportamento coletivo de segurança.

Se tiver dúvidas ou sugestões, coloque abaixo nos comentários. Boa leitura!

Características de um Plano de Emergência

Um Plano de Emergência tem por objetivo a preparação e a organização dos meios próprios do estabelecimento de educação e ensino em caso de uma ocorrência.

O Plano de Emergência é uma medida fundamental para toda escola, uma vez que evita a perda de vidas humanas ou bens, aumenta da capacidade de resposta da instituição de ensino, e até mesmo previne traumas resultantes de uma situação de emergência. Confira a seguir algumas das razões pelas quais a elaboração de um Plano de prevenção é tão importante:

  • Estabelecimento de cenários de acidentes para os riscos identificados;
  • Definição de princípios, normas e regras de atuação gerais face aos cenários possíveis;
  • Organização dos meios de socorro e previsão das missões que competem a cada um dos intervenientes;
  • Evitar confusões, erros, atropelos e a duplicação de atuações;
  • Previsão e organização antecipada da evacuação e intervenção;
  • Permite rotinas e procedimentos, os quais poderão ser testados, através de exercícios de simulação.

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Por todos esses motivos, um Plano de Emergência precisa ser norteado pelas seguintes características:

Simplicidade: ao ser elaborado de forma simples e concisa, será bem compreendido, evitando confusões e erros, por parte dos executantes.

Flexibilidade: um plano não pode ser rígido. Deve permitir a sua adaptação a situações não coincidentes com os cenários inicialmente previstos.

Dinamismo: Deve ser atualizado, em função do aprofundamento da análise de riscos e da evolução quantitativa e qualitativa, dos meios disponíveis.

Adequação: Deve estar adequada à realidade da instituição e aos meios existentes.

Precisão: Deve ser claro na atribuição de responsabilidades.

Segue abaixo alguns objetivos gerais para a elaboração de um Plano de prevenção:

Toda elaboração de um plano de emergência precisa contemplar estudos prévios. Estes estudos, em conjunto com a estrutura interna de segurança, constituem etapas sistematizadas e sequencialmente elaboradas, indispensáveis à sua operacionalidade em qualquer situação de emergência:

  • Caracterização da Escola (Levantamento de Meios e Recursos);
  • Identificação de riscos;
  • Estrutura interna de segurança;
  • Plano de evacuação e Plano de intervenção.

Respaldo na lei

Se sua escola ainda não possui seu próprio Plano de Emergência, vale ficar atento às normas relativas ao tema. Segue em processo de aprovação um Projeto de Lei (PL-5283/2013) que visa a obrigatoriedade de plano de evacuação em escolas. Atualmente aguardando parecer do Relator na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), a lei pretende obrigar todas as escolas do País a terem plano de evacuação para situações de risco, como incêndios, iminentes ou já presentes.

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Enquanto o PL não é aprovado, as escolas podem elaborar seus planos e devem adotar algumas medidas de Manutenção preventiva, tanto na parte de infraestrutura quanto na comunicação de tais medidas:

  • Divulgação periódica de um cronograma atualizado das inspeções para o funcionamento adequado dos itens.
  • Luz de emergência: Uma vez por mês, desligue a chave geral de energia ou acione o botão de teste das luminárias para verificar se as luzes estão acendendo.
  • Alarme de incêndio. Com o conhecimento da comunidade, teste o alarme a cada três meses para conferir se os sinais visuais e sonoros funcionam.
  • Hidrantes. A cada três meses, veja se as mangueiras estão na caixa e troque vidros e trincos que estejam quebrados.
  • Sinalização. Substitua os adesivos e as placas danificadas. O ideal é que a vistoria aconteça a cada seis meses, antes das simulações de abandono.
  • Extintores. Uma vez por ano, chame empresas especializadas para recarregá-los. O teste hidrostático deve ser realizado a cada cinco anos.
  • Marcação e fixação da sinalética de emergência e evacuação, nomeadamente plantas de emergência, placas de evacuação e sinalização e ponto de reunião
  • Divulgação junto dos docentes e alunos do Plano de Emergência da Escola
  • Divulgação das medidas de segurança contra os mais diversos riscos, incêndios na escola, inundações e outros perigos.
  • Divulgação das normas de evacuação do edifício, de forma a garantir a segurança de alunos e professores.
  • Distribuição de folhetos elucidativos sobre riscos, segurança e evacuação.

Ter um Plano de Emergência é sinônimo de tranquilidade tanto para os envolvidos no dia a dia escolar quanto para os pais das crianças, que enxergam na instituição de ensino o devido preparo para lidar com situações que apresentam risco aos alunos e funcionários.

E sua escola, já elaborou seu Plano de Emergência? Compartilhe conosco sua experiência aqui nos comentários!

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