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Mercado Fitness 2018: ainda vale a pena apostar neste nicho?

As demandas dos clientes de academias mudaram. Entenda de que forma os gestores podem atender melhor este novo consumidor.

Mais resistente à crise econômica, o mercado fitness tem apresentado bons resultados de dois anos para cá.

Os grandes centros urbanos concentram a maior parte das 33 mil academias espalhadas pelo país, segundo a ACAD (Associação Brasileira de Academias). Em 2015 – auge da recessão econômica brasileira –  o setor conseguiu crescer 8%. Em 2016, o aumento foi de 22%, o equivalente a 1,9% do PIB, segundo a Pluri Consultoria.

Além disso, o Brasil detém o posto de 2º maior mercado de academias do mundo, segundo o IHRSA Global Report. Não restam dúvidas: a busca por um estilo de vida mais saudável já é realidade pelos quatro cantos do país.

Diante deste cenário, não é de surpreender que um empresário fique em dúvidas. Vale investir em um mercado possivelmente saturado, ou é interessante acompanhar os novos e mais interessantes modelos de negócios?

Observar o mercado e as demandas do consumidor é essencial. A seguir, você vai ler dicas sobre o mercado fitness para quem deseja consolidar seu negócio no segmento.

Se tiver dúvidas, deixe nos comentários abaixo. Tenha uma boa leitura!

Mercado fitness é apontado como tendência de negócio

Desde 2007, o setor fitness tem crescido vertiginosamente, com taxas acima de 13% ao ano. Em quatro anos, o número de brasileiros matriculados em uma academia dobrou. Os dados são de um levantamento feito pela IHRSA.

Para a Associação Brasileira de Franchising, o mundo fitness tem sido terreno fértil para pequenas e médias empresas. Hoje, são mais de 6 mil  franquias relacionadas a um estilo de vida mais ativo e saudável.

Quando o assunto é academia, o cenário permanece animador: de 2007 a 2010, o número de academias dobrou no Brasil. Hoje, segundo a IHRSA, aproximadamente 15 milhões de latino-americanos são membros de uma academia. O Brasil, sozinho possui mais da metade das academias na América Latina.

Assim, academias têm se tornado cada vez mais competitivas para atender aos seus 7,7 milhões de brasileiros frequentadores regularmente.

Isso mostra que, embora o mercado fitness tenha se expandido bastante, tem se mostrado sólido e ainda existe espaço para crescer.

O Mercado fitness hoje

Como você pode notar, o mercado fitness está superaquecido e representa uma oportunidade e tanto para negócios. Entretanto, o empresário precisa estar ligado em aspectos como mercado de atuação, concorrência e as tendências de mercado para o seu nicho.

Por anos, as academias se esforçaram para incorporar o máximo de alternativas em suas instalações. O objetivo delas era atender ao maior número de tipos de consumidores do mercado, desde crianças até a terceira-idade.

O mercado fitness era construído e sustentado nas academias chamadas de “posto Ipiranga”. Ali, se podia encontrar desde musculação e bike até aulas de pilates e lutas.

Entretanto, nos últimos anos, pode-se notar três mudanças significativas no setor:

  • A chegada das chamadas academias “low cost”: Conhecidas por cobrar mensalidades mais baixas, entregam um serviço mais impessoal, mas têm abocanhado uma fatia cada vez maior do mercado.
  • Aumento de interesse por atividades mais específicas: Proliferaram-se os estúdios de Crossfit, Funcional ou de bike, por exemplo.
  • A grave crise econômica: Embora tenha abalado pouco o mercado fitness como um todo, ela não poupou o bolso do consumidor. Ele não mais possui o mesmo poder de compra e opta por alternativas econômicas, retroalimentando o mercado das low-cost. Além disso, academia e esportes estão sempre entre as primeiras despesas a serem cortadas na hora de economizar.

Assim, vimos as academias tradicionais terem perda significativa de clientes em virtude da combinação destes três fenômenos.

Hoje, quando o mercado começa a sentir o fim da crise, como as academias podem se preparar para receber clientes? Como lidar com tamanha concorrência e as academias low cost em cada esquina?

Mercado fitness 2018: como se adaptar

Tenha em mente que o consumidor fitness que existia antes da crise não existe mais. Ele mudou os seus hábitos de consumo e a maneira como enxerga a prática de atividade física. Até mesmo o tipo de atividade se modificou. Isso significa que o gestor pode e deve se dedicar incansavelmente a conhecer esse novo consumidor.

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Para elaborar um planejamento, o gestor precisa ter em mente um mindset similar aos dos players atualmente bem-sucedidos, apostando no:

1- Foco no Cliente: descubra o que ele gosta, garanta que ele alcance os resultados fazendo o que gosta.

2- Foco no Resultado: entregue ao seu cliente o treino que vai dar efetivamente resultado. Venda uma experiência e resultados, e não a atividade física em si.

Liste quais os possíveis modelos e produtos que pode comercializar e que uma low cost não terá condições de oferecer.

As academias mais compactas e especializadas em um determinado tipo de atividade estão em alta. Elas vieram como uma luz no fim do túnel para quem achava que as low cost dominariam todo o mercado. Afinal, nem todos gostam de incômodos como ter que esperar na fila para utilizar os aparelhos nos horários de pico.

Assim, academias menores e com atendimento mais personalizado, mesmo com preços um pouco maiores, também têm seu espaço. Definitivamente, é uma boa alternativa apostar em públicos mais específicos, seguindo a tendência do mercado fitness atual.

Por exemplo: o envelhecimento da população é um indicador que a procura pelos serviços de boa forma e bem-estar deve aumentar. Abrir uma academia com foco na terceira idade é uma excelente opção para quem quer empreender nessa área futuramente.

Tenha em mente no que você pode agregar e pode ser cobrado separadamente. Não caia no erro de agregar produtos que aumentem o seu investimento sem cobrar por isso. Quem optou por isso são as academias que estão perdendo a batalha para as “low costs”!

Agora, quero saber a sua opinião. Conte pra gente qual a sua expectativa para o mercado fitness nos próximos anos.

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